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a amazônia de glass segundo o uakti

compositor norte-americano escreve suíte inspirado no originalíssimo instrumentarium do grupo brasileiro uakti. domingo (17/12) na cultura fm

“Quando assisti pela primeira vez uma performance do Uakti”, diz o compositor norte-americano Philip Glass, “vi sua música como uma bela e única contribuição para o mundo da música nova e experimental. Fiquei amigo dos músicos: admiro especialmente o ouvido de Marco Antonio Guimarães para a cor e a composição”.

Tamanha admiração resultou em 1993 no convite para Glass compor uma trilha para uma coreografia do grupo Corpo. O CD foi lançado pelo selo de Glass, Orange Mountain, em 2006. E é, sem dúvida, uma das obras mais interessantes do pai do minimalismo.

O nome do grupo, Uakti, remete a uma lenda amazônica: uma formidável criatura com buracos pelo corpo todo. Quando corre na floresta, os buracos deixam passar o vento através de seu corpo, produzindo maravilhosos sons. O Uakti, na melhor linhagem de Walter Smetak, constrói seus instrumentos originalíssimos.

“Águas da Amazônia compõe-se de nove movimentos retratando os rios da região: Tiquié – Japurá – Purus – Negro – Madeira – Tapajós – Paru – Xingu e Amazonas. Um décimo movimento, intitulado Metamorfosis I, foi acrescentado posteriormente por Glass.

Quando foi lançado internacionalmente, “águas da amazônia’ foi saudada como uma das melhores obras de Glass. E assim permanece até hoje. Isso, Glass deve às incríveis, diversificadas cores dos sons do grupo Uakti. Se a música soa estática, repetitiva, hipnótica, as múltiplas cores do som tratam de nos surpreender a cada momento.

ouça a rádio cultura fm de são paulo através do 103,3 no dial ou também pela internet clicando aqui. o programa ‘música contemporânea’ é transmitido sempre aos domingos, às 22h.

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