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a centelha do gênio

uma conversa franca com hermeto pascoal sobre a música e a vida

Não é demais afirmar que o multi-instrumentista, compositor e arranjador alagoano Hermeto Pascoal tem a vitalidade e o dinamismo de um garoto, do alto de seus 81 anos, completados no último dia 22 de junho: ele lança em agosto próximo um álbum duplo pelo Selo SESC, está gravando seu primeiro CD com uma orquestra grande, em que exercita seu raro talento de arranjador; e, a julgar pela agenda de apresentações, está fazendo uma média de dois a três shows por semana.

Imagine um músico que faz do discurso sobre a música uma coisa tão natural, simples e fácil; imagine também um artista de gênio, capaz de tirar som de todo e qualquer objeto; imagine, enfim, um dos maiores músicos que o Brasil já produziu.

Hermeto é isso. E muito mais. Praticante convicto da música sem adjetivos, faz de cada entrevista uma aula. Mas uma aula divertida, muito divertida. E ao mesmo tempo profunda.

Com Hermeto, sentimos que a qualquer momento vamos capturar o segredo que diferencia os músicos comuns dos gênios, a centelha criativa de raros no mundo hoje. O século 20 nos presenteou com gênios como Duke Ellington, Glenn Gould, Friedrich Gulda… Os três primeiros, respectivamente, em Washington (EUA), Toronto (Canadá) e Viena (Áustria)… o quarto é Hermeto, que nasceu em Lagoa da Canoa (Alagoas, Brasil). Todos músicos transgressivos, para os quais não há limite. São guiados, como gostava de afirmar o compositor francês Claude Debussy, “apenas pelo prazer” de fazer música. Os três primeiros já se foram. Hermeto continua entre nós, “brincando” de gênio, fazendo música 24 horas por dia.

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