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documentário “eruditopopular” tem estreia em campinas

27/11/2018 19:00

O Cine CPFL, em Campinas, promove, na terça-feira, 27 de novembro, em duas sessões, às 19h e às 20h30, a estreia do documentário “EruditoPopular”  (2018, 52min, livre), que tem direção de Ricardo Feldman e roteiro de João Marcos Coelho. O filme é uma produção da Livre Conteúdo em parceria com o Instituto CPFL. A entrada é gratuita.

Gravado em quatro concertos, com entrevistas conduzidas pelos jornalistas João Marcos Coelho, João Luiz Sampaio e Carlos Calado no Auditório Umuarama, no Instituto CPFL, em Campinas, o documentário questiona o que é erudito e o que é popular na música contemporânea.ar na música contemporânea.

Confira a sinopse:

O que é erudito? O que é popular? Essas classificações fazem algum sentido hoje em dia? Grandes músicos brasileiros em variadas formações comprovam que não há degraus de qualidade que os separem. Vale como critério fundamental apenas a qualidade de invenção – seja na música escrita, seja naquela que é criada no instante da execução, a música improvisada.

Segundo o roteirista João Marcos Coelho, “a música hoje felizmente pratica esta saudável ausência de preconceitos”. “Nem prevalece o esnobismo dos frequentadores das salas de concerto; nem os que gostam de música popular. Na verdade, adjetivos como ‘erudito’ (em má hora cunhado por Mário de Andrade para qualificar a música de concerto) e ‘popular’ não fazem mais sentido atualmente. O que vale, mesmo, é a qualidade de invenção. É isso que procuramos mostrar neste documentário no qual quem tem voz são só os músicos”.

O documentário “EruditoPopular” procura desvendar as razões de convivência tão instigante e atraente para todos os tipos de ouvidos.

“É emocionante ouvir e perceber como as referências desses músicos se mesclam com composições chamadas eruditas, criando novos blends sonoros, recriações ou até cocriações bem condizentes com o mundo digital. Não é à toa que a música de invenção é também conhecida como música contemporânea: ela vive em seu tempo, mas acumula as diversas camadas de história nesse caminho”, comenta o diretor Ricardo Feldman.

O documentário conta com depoimentos com o do pianista, multi-instrumentista e compositor André Mehmami, para quem a divisão entre música erudita e música popular simplesmente não existe. Segundo ele, a divisão é entre “música necessária” e “música descartável”.

Já para o também pianista e idealizador do Zimbo Trio, Amilton Godoy, a música erudita é fonte inesgotável de estudos e pesquisas que o levaram – e ainda hoje o impulsionam – a inovar no domínio da música improvisada.

O guitarrista Yvo Ursini, do Grupo B, ressalta como é complexo – e ao mesmo tempo gratificante – destrinchar e trazer para a sonoridade de um quinteto de rock obras-primas de grandes compositores do século 20, como o norte-americano Charles Ives.

E, caminhando numa trincheira libertária parecida, o saxofonista e flautista Teco Cardoso quer, ao lado do parceiro pianista Tiago Costa, transportar para o domínio da música improvisada o cuidado minucioso com as sonoridades e as integrações entre os instrumentistas – reproduzindo, com temas que podem ir do compositor russo Aleksander Scriabin a Carlos Gomes, o clima camerístico próprio dos quartetos de cordas, por exemplo.

O documentário EruditoPopular foi realizado pela Livre Conteúdo, Ministério da Cultura e Governo Federal por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da CPFL Energia e o apoio cultural do Instituto CPFL.

 

Sobre o diretor

Ricardo Feldman (São Paulo, 1966) é diretor criativo, autor, editor e curador. Em 2001 cria a LIVRE Conteúdo, editora e produtora cultural, pioneira no Brasil em branded content, que pesquisa e realiza inúmeras produções – publicações, projetos audiovisuais, exposições e conteúdos digitais. Na área editorial investiga diversos temas com especial interesse na cultura brasileira, editando publicações sobre educação, literatura infantil, arte, música, moda e comportamento. Como produtor e curador realiza exposições como as mostras Flávio de Carvalho desveste a Moda Brasileira (MuBE/SP-2010) e Bailes do Brasil (Solar da Marquesa de Santos/SP-2015). No campo audiovisual, além de campanhas publicitárias, produz e dirige documentários como o Urbanas (2016), onde apresenta a perspectiva feminina sobre empoderamento e a cidade. Essa multiplicidade temática direciona seu foco para a cidade, evidenciado na publicação Auditório Ibirapuera (2013), no livro Urbanas (2016), e no guia cultural da cidade de São Paulo ATLAX (2018), de sua autoria.

Sobre o roteirista

João Marcos Coelho é jornalista, crítico de “O Estado de S. Paulo”, articulista da revista “Concerto”. Passou pelas redações de “Veja” e “Folha de S. Paulo”, nas quais foi crítico musical. Seu livro “No Calor da Hora – música e cultura nos anos de chumbo” (Editora Algol, 2008) foi finalista do Prêmio Jabuti de 2009. Editou o volume coletivo “Cem anos de música no Brasil – 1912/2012” (Editora Andreato, 2014). Coordena desde 2004 os concertos de música contemporânea do Instituto CPFL de Cultura, em Campinas, para o qual produziu e dirigiu 3 CDs de música contemporânea brasileira. Desde 2004 produz e apresenta os programas semanais “O Que Há de Novo” e desde 2008 “Música Contemporânea” e as seções “CD da Semana” (semanal) e “Compositor do Mês” (diário) na Rádio Cultura FM de São Paulo. Para o Selo SESC, produziu e dirigiu os seguintes livretos-DVDs da série “O Som da Orquestra”: “Piano – uma história de 300 anos” (2013), “A Família das Cordas” (2015) e “A Democracia das Madeiras” (2017) e o CD “Cage +”.  Lançou em novembro de 2017 o livro “Pensando as músicas no século XXI – Invenção e Utopia nos Trópicos” pela Editora Perspectiva.

 

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Sobre o Instituto CPFL

O Instituto CPFL, plataforma de investimento social privado do Grupo CPFL, completa 15 anos de atividades em 2018 com a missão de integrar os programas culturais, sociais e esportivos da companhia em uma única rede, transformando por meio do conhecimento as comunidades onde atua.

As transmissões e o acervo online dos encontros do Café Filosófico CPFL são disponibilizados no YouTube, no site, no app institutocpflplay e no Facebook. O programa editado é exibido aos domingos, às 21h, na TV Cultura.

Além das atividades difundidas na TV e nas plataformas digitais, o Instituto CPFL, com sede em Campinas, amplia em 2018 o Circuito CPFL, projeto de abrangência nacional que promove gratuitamente em diversas cidades sessões de cinema, concertos, corridas e passeios ciclísticos. Amplia também as ações sociais voltadas ao fortalecimento da cidadania.

O ano de 2018 representa um marco da expansão desta rede, com iniciativas em cerca de 100 municípios de cinco estados, alcançando um público presencial estimado de 60 mil pessoas.

O Instituto CPFL fica na rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera, em Campinas.

Saiba mais em http://www.institutocpfl.org.br/

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