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beethoven tira sarro de um grande amigo na vinheta satírica “elogio à obesidade”

beethoven & humor negro na coluna 'música & humor' dessa semana

Ignaz Schuppanzigh (1776-1830) foi professor de violino de Ludwig van Beethoven (1770-1827) em 1794. O jovem músico alemão chegara a Viena no ano anterior, 1793, e encontrou não só um mestre mas também um amigo pra vida inteira no rotundo integrante do Quarteto Lichnowski (assim chamado porque o quarteto de cordas era mantido pelo príncipe Lichnowski; portanto, só tocava para ele, em seu palácio vienense).

Schuppanzig sofreu de obesidade mórbida nas duas décadas finais de vida. Piadas circulavam em Viena de que seus dedos eram tão gordos que ele não conseguia mais tocar afinado. Seu quarteto estreou a maior parte dos quartetos de cordas de Beethoven – obras-primas do repertório clássico. “O Elogio à Obesidade” foi composto em 1801, e prevê três cantores, solistas e coro.

Schuppanzigh é pilantra, pilantra, pilantra,
Quem não o conhece
A obesa pança de marrano(*)
A inflada cabeça de asno?
Ah, desonesto Schuppanzigh,
Estamos todos de acordo,
Você é o maior asno!
Oh, desonesto!
Oh, asno! Oh, asno! Hi hi ha ha
*A palavra “marrano” tem significado específico no século 18: na Espanha e em Portugal, era xingamento para os mouros e os judeus convertidos ao catolicismo que, supunha-se, continuavam praticando o judaísmo enrustidamente. Na Europa inteira, também era sinônimo de excomungado, imundo.

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