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festival de música contemporânea abre quarta em bate-papo com marisa rezende e egberto gismonti

A abertura do quinto Festival de Música Contemporânea Brasileira (FMCB) acontece na próxima quarta (21), às 20h, em Campinas, no Instituto CPFL, parceiro do evento desde 2016. Para começar as atividades, o público presente poderá apreciar a apresentação do Quarteto Radamés Gnattali & Convidados e participar do bate-papo com os artistas homenageados, Marisa Rezende e Egberto Gismonti.

O FMCB já homenageou grandes nomes como Edmundo Villani-Côrtes e Ricardo Tacuchian (2014), Gilberto Mendes e Edino Krieger (2015), Ronaldo Miranda e Paulo Costa Lima (2016) e Hermeto Pascoal e Edson Zampronha (2017). Nesta edição, a homenagem a Marisa Rezende e Egberto Gismonti, grandes compositores e estudiosos da música brasileira, reforça o compromisso do festival em difundir e compartilhar conhecimento sobre o cenário atual.

Os dois compositores cariocas são ícones que representam a música contemporânea no Brasil e no mundo. Além de compositora, Marisa Rezende é pianista, professora e realizou trabalhos com artistas plásticos em instalações multimídias. Entre suas obras ressaltam-se Vereda (2003), Avessia (2005) e Viagem ao Vento (2008).

Seu trabalho já percorreu festivais nacionais e internacionais e foi executado por importantes grupos como Lontano Ensemble, de Londres; Da Capo Players, de Nova York; além da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Em 2016, recebeu a medalha Villa-Lobos da Academia Brasileira de Música, como reconhecimento por sua obra.

O outro homenageado do festival, Egberto Gismonti, é multi-instrumentista, produz trilhas sonoras para teatro, cinema, balé e especiais de TV. O trabalho de Gismonti explora as fronteiras entre as tradições popular e erudita. Seu interesse pela música popular e folclórica brasileira se expressa também pela pesquisa que tem desenvolvido ao longo de sua carreira. Para construir sua obra, o músico passou por vivências em diferentes culturas e viveu uma temporada com os povos indígenas do Xingu.

O músico tem 15 álbuns gravados, dez destes lançados no Brasil, e sua obra também passou a ser gravada por outros instrumentistas. Entre elas, destacam-se “Palhaço” e “Loro”, música do álbum “Alma” (1987).

A programação do festival é gratuita. Saiba mais e participe.