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obras de compositores do século 20 lideram execuções internacionais em concertos em 2017

beethoven e mozart sempre em alta, minimalistas norte-americanos no topo e uma grande revelação, os compositores do século 20 foram mais tocados no ano passado

O site inglês www.bachtrack.com construiu algumas estatísticas interessantes e reveladoras colocando num banco de dados as 31.862 apresentações que listou durante o ano de 2017 – com predominância, claro, dos eventos britânicos, mas também incluindo outros internacionais.

Mesmo aproximativa em relação à realidade da nossa vida musical, a estatística reafirma impressões antigas e faz algumas revelações interessantes.

No primeiro quesito – confirmação de impressões antigas — , em 2017 continuaram lutando pelo primeiro lugar como campões de popularidade dois compositores: Mozart e Beethoven. Nos últimos quatro levantamentos do site, só deu esta dupla nos dois primeiros lugares. Em 2017, Mozart ficou em primeiro.

Entre os contemporâneos, os minimalistas norte-americanos continuam com cadeira cativa nos dois primeiros lugares: Philip Glass e John Adams, seguidos de perto pelo estoniano Arvo Pärt, o compositor que mais vende discos no mundo há décadas, com sua mistura de misticismo e música tonal beirando à new age.

Bachtrack também cita as obras que, embora muito conhecidas, foram menos executadas em 2017. Lá estão a abertura Egmont de Beethoven, o concerto no. 1 para piano de Brahms. Das sete citadas, três são do século 20: o segundo concerto para piano, famosíssimo, de Rachmaninov, e os concertos para violoncelo de Elgar e Walton (dois compositores ingleses).

A boa notícia é que em 2017 os compositores do século 20 são maioria na lista das 9 obras que foram mais tocadas no ano: dois Stravinsky (Pássaro de Fogo, de 1910, e Sagração da Primavera, de 1913); de Ravel, o concerto para piano em sol maior, de 1929; o concerto para piano no. 4, de 1926, de Rachmaninov; duas obras de Bela Bartók (O Mandarim Maravilhoso, de 1926, e o Concerto para Orquestra, de 1943); a quinta sinfonia (1937) de Shostakovich; e Pini di Roma (1917), de Respighi.

Para você conhecer melhor: o Concerto para Orquestra do compositor húngaro Bela Bartók foi composto em 1943, quando ele estava doente em Nova York, com problemas financeiros, e teve esta obra encomendada pelo maestro Serge Koussevitzky, titular da sinfônica de Boston, que o estreou naquele ano: