Playlists > as cinco melhores gravações de 2017

as cinco melhores gravações de 2017

destaques na música contemporânea no ano que se passou

1. Sinfonias de Villa-Lobos, Osesp e Isaac Karabchetvsky (5 CDs selo Naxos) – A versão definitiva destas onze sinfonias, um monumento sinfônico até agora mal avaliado pela crítica brasileira e internacional por puro desconhecimento – só agora a Editora da Osesp, em boa hora, bancou a edição crítica das partituras (até agora simplesmente as orquestras estrangeiras não tinham como tocá-las).

Um monumento que merece estar ao lado das mais baladas criações do compositor, como os “Choros” e as “Bachianas Brasileiras”. Para Karabtchevsky, o primeiro a gravar a integral das Bachianas nos anos 1970 com a Orquestra sinfônica Brasileira, é seu maior legado da plena maturidade.

2. Haendel goes wild, com L’Arpeggiata (Erato) – O grupo de música historicamente informada, ou seja, executada com instrumentos de época, é liderado por Christina Pluhar. Promoveu, na última década, uma extraordinária e inesperada fusão entre a música antiga e barroca com as músicas improvisadas atuais. O resultado é arrebatador. Confira o CD, disponível na íntegra no youtube:

3. “Troika”, com Matt Haimovitz (violoncelo) e Christopher O’Reilly (álbum duplo Pentatone) – O duo viaja por sonatas importantes para cello e piano do século 20, de compositores russos como Shostakovich, Rachmaninov e Prokofiev. No segundo CD, algumas ousadias, como “Back in USSR”, dos Beatles. Abaixo, no youtube, assistia ao duo tocando o Allegro vivace da sonata no. 4 de Beethoven; The Orchard, de Philip Glass; e Con moto de Pohádka, de Leos Janacék:

4. Ballads of a pleasant life: Kurt Weill, Weimar and Exile (CD ABC), com Peter Coleman-Wright e quarteto de saxofones Nexas  – Uma viagem maravilhosa pelas canções sempre memoráveis de Kurt Weill, começando por aquelas que lhe deram fama na Alemanha dos anos 1920, como a ópera dos Três Vinténs, em parceria com Bertolt Brecht.

5. Radamés Gnattali: 4 concertinos para violão e orquestra – Com Marco Salcito ao violão e Orchestra Sinfonica Abruzzese, regência de Marcello Buffarini – aos poucos a obra diversificadíssima e de alta qualidade do gaúcho Radamés Gnattali começa a ser registrada em disco de modo profissional. É o caso destes quatro concertinhos, gravados na Itália por Marco Salcito. Assista agora ao moderato, primeiro movimento do Concerto no. 1: