Playlists > cinco criações musicais contemporâneas para começar o ano com o astral lá em cima

cinco criações musicais contemporâneas para começar o ano com o astral lá em cima

temas que sugerem um 2018 repleto de bons presságios

1. Sinfonia no. 1, “Clássica”, de Sergei Prokofiev (1891-1953):

escreveu esta sinfonia que tem tudo a ver com as de Haydn e Mozart em 1917, ano da Revolução Russa que o levou a deixar o país e refugiar-se primeiro na Europa, em Paris, e depois nos Estados Unidos, por dezoito anos. Tem graça, charme, lindas melodias. Um bom presságio musical para 2018. Os movimentos são: Allegro, Larghetto, Gavotta e Finale molto vivace.

A performance é da Orquestra do Teatro Mariinsky de São Petersburgo, regida por Valery Gergiev, em 15 de abril de 2012 na Sala Grande do Conservatório de Moscou.

2. La Valse, de Maurice Ravel (1875-1937):

A Primeira Grande Guerra mundial terminara em 1918. Corria o feliz ano de 1919 quando o compositor francês teve a ideia de homenagear Johann Strauss, o rei da valsa vienense. Ravel adorava “a alegria de viver expressa pela dança”. É uma apoteose da valsa, ideal para saber que depois da tempestade vem a bonança. Quem sabe 2018 reserve para os brasileiros surpresas agradáveis e tão emocionantes quanto esta valsa.

A interpretação é da Orquestra Filarmônica da Radio France, regida por Myung-Whun Chung.

3. Children’s Corner, de Claude Debussy (1862-1918):

Este maravilhoso “Cantinho das Crianças” foi escrito para piano por Debussy em 1908. Foi logo depois orquestrado por André Caplet, mas a versão original se impõe como um dos mais geniais tributos ao imaginário infantil: lá estão musicalmente retratados os brinquedos de sua filhinha Emma, que ele só chamava de Chouchou. Os títulos em inglês ridicularizam a mania que tomava conta da Europa naquela década, de se usar demais palavras inglesas para qualificar de tudo (algo que permanece até hoje, no mundo inteiro): Doctor Gradus ad Parnassum; Jimbo’s Lullaby (canção de ninar do elefante Jimbo); Serenade for the doll (serenata para a boneca); The snow is dancing (a neve dança); The Little shepherd (o pastorzinho); Golliwogg’s cakewalk.

A interpretação, magnífica, é do pianista brasileiro Nelson Freire.

4. Jazz suíte no. 1 de Dmitri Shostakovich (1906-1976):

Shostakovich compôs duas suítes de jazz nos anos 1930, quando dedicou-se bastante às trilhas para os filmes soviéticos, em geral de propaganda do regime. Elas retratam a música decadente do Ocidente. Mas que prazer genuíno tinha Shostakovich de brincar com formas populares como o blues ou o fox-trot. Para dançar muito. Os movimentos são: Valsa, Polka e Fox-trot (blues).

A interpretação não poderia ser melhor: a Orquestra do Concertgebouw de Amsterdã, regida por Riccardo Chailly.

5. prelude, fugue and riffs de Leonard Bernstein (1918-1990):

Esta gema que une formas barrocas com os famosos riffs do jazz foi escrita por Leonard Bernstein em 1949 especialmente para a big band de Woody Herman. O destaque é o clarinete. Bernstein pensava, na época, em Benny Goodman. O efeito é simplesmente extraordinário. Você ouve, batuca e se sente pronto para 2018.

A intepretação é de músicos da Orquestra sinfônica da Academia Nacional de Santa Cecília, em Roma, regida por Wayne Marshall.