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os dois lados da música política

playlist do violonista alvaro henrique propõe outras três obras que possuem manifesto ativismo político

playlist do violonista alvaro henrique, que tocou músicas politicamente engajadas do compositor brasileiro jorge antunes, 75 anos, em concerto no auditório umuarama, do instituto cpfl de cultura, em campinas, em 27 de maio de 2017. ele propõe outras três obras que possuem manifesto ativismo político. e o que é melhor: mostra que o ativismo político pode acontecer tanto à esquerda (caso de jorge antunes) quanto à direita (caso do compositor norte-americano michael dagherty, 63 anos); e também clamar pela democracia simplesmente (caso do brasileiro jean goldenbaum).

1. “Quê que a gente faz?” – Jorge Antunes:

Concertino para violão, orquestra de cordas e sons pré-gravados: “Em 22 de janeiro de 2012, a Polícia Militar de São Paulo e a Guarda Civil Metropolitana da cidade de São José dos Campos, invadiram a ocupação conhecida como Pinheirinho. A violenta desocupação da comunidade ficou conhecida como “Massacre do Pinheirinho”. Um repórter estava junto à comunidade no momento da invasão e gravou os sons de tiros, bombas e gritos do povo e das crianças. “Quê que a gente faz?”, foi uma das frases gritadas, repetidas vezes, por uma mulher que tentava proteger seus filhos.

A inflexão é cromática e descendente. É com essa célula melódica que Jorge Antunes desenvolve seu concertino para violão e orquestra de cordas. Na parte intermediária da obra, o compositor usa trecho da gravação sonora dos momentos dramáticos da invasão”. Jorge Antunes ainda tem o Concerto “Quê Que a Gente Faz?”

2. Baía dos Porcos – Michael Daugherty:

“No primeiro movimento, Havana Dreams, compus música agridoce para Cuba antes da Revolução, como é costumeiramente lembrada pelos exilados mundo afora (…) O segundo movimento, intitulado Queda d’água, evoca os mares turbulentos em torno de Cuba. Aqui milhares de refugiados tentaram fugir da ilha com barcos infláveis; a música evoca ainda a frustrada invasão de Cuba pelos exilados em 1961 (Baía dos Porcos). O terceiro movimento, Hino, evoca, com seus ritmos ameaçadores, ecoam os cânticos revolucionários de Fidel e o fantasma da guerrilha de seu aliado comunista Che Guevara”.

Primeiro movimento: Havana Dreams:

Terceiro movimento: Anthem:

3. “ que todos os ditadores caiam” – jean goldenbaum

Jean Goldenbaum, paulistano de 35 anos, estudou na Alemanha e mantém em suas obras um ativismo militante muito forte: Concerto “ Que todos os ditadores caiam”, baseado em reflexões de Mahatma Gandhi.

Jean Goldenbaum: Concerto “May All Dictators Fall”: