modernidade nórdica

nielsen e sibelius, dois compositores marginalizados pelos grandes da música europeia no século 20

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O finlandês Jean Sibelius (1865-1957) e o dinamarquês Carl Nielsen (1865-1931) nasceram no mesmo ano. Ambos sofreram discriminação dos grandes criadores musicais do século 20, sobretudo das vanguardas austrogermânicas capitaneadas por Schoenberg, Alban Berg e Anton Webern. Mahler, por exemplo, considerava Sibelius mero compositor provinciano.
Nielsen, de família pobre, permaneceu com prestígio circunscrito aos países nórdicos. Sibelius, de seu lado, virou símbolo de seu pais graças à peça sinfônica curta “Finlandia”, hino dos finlandeses na luta pela independência da Rússia. Alcançou muito prestígio junto aos ingleses e norte-americanos. Pecado de ambos: terem permanecido músicos tonais, que faziam música agradável aos ouvidos.
Hoje isso soa ridículo, mas aconteceu. Os oito concertos da série “Modernidade Nórdica” resgatam esta música de características tão originais e ao mesmo tempo tão atraentes aos nossos ouvidos.

joão marcos coelho

jornalista e coordenador do música contemporânea

Concertos