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os clássicos da literatura e o cotidiano

sob a curadoria do professor de história josé alves de freitas neto, da unicamp, o módulo pretende estimular a reflexão sobre o mundo contemporâneo a partir da obra de maquiavel, cervantes, thomas hobbes, shakespeare, flaubert, jorge luis borges, mário de andrade e clarice lispector. segundo o historiador, a proposta do módulo é permitir que o grande público seja instigado a ler ou reler os clássicos sem se sentir “intimidado”.

serie (15): os clássicos da literatura e o cotidiano

  • versão para tv | as ficções de borges e os labirintos dos livros e do cotidiano, com julio pimentel pinto

    borges foi um homem que dedicou sua vida à literatura. sua obra foi traduzida a mais de vinte e cinco idiomas e levada ao cinema e à televisão. ele renovou a linguagem da ficção e seus ensaios, crônicas e poemas expressam labirintos e espelhos da mente e do cotidiano, com mistério e magia. o universo borgeano é o espaço das leituras e releituras, e de cada leitor. quanto mais buscamos a linearidade, mais nos encontramos enredados em nossos próprios labirintos. neste programa você também vai ver o próprio jorge luis borges contar sua história, em entrevista que deu poucos meses antes de sua morte.
  • versão para tv | macunaíma e o enigma do herói às avessas, com josé miguel wisnik

    Vista superficialmente ora de modo positivo, ora negativo, a figura de Macunaíma é de uma ambivalência profunda e agônica no pensamento e no sentimento de Mário de Andrade. O herói sem nenhum caráter (termo complexo que tem aqui mais de um sentido) está ligado às agruras de um país que, se se moderniza, deixa de ser Brasil, e que, se continua a ser Brasil, não se moderniza. Para além disso, o dilema se coloca no quadro mais geral de uma reflexão fabulosa sobre o mal estar na civilização.
  • versão para tv | madame bovary e as tiranias da intimidade, com margareth rago

    o romance, publicado em 1857, problematiza o incômodo da mulher burguesa em relação ao confinamento na esfera da vida privada e ao ideal de abnegação e total dedicação à vida familiar. desconfortável com a monotonia, emma bovary busca saídas na leitura e na experiência do adultério. o autor flaubert foi levado aos tribunais, acusado de ofender a moral, a religião e os bons costumes. sob grande controvérsia e polêmica, sua absolvição há mais de 100 anos, foi um momento triunfal para a história do livre pensamento. mas se vivemos em uma época tão diferente da de emma… por que as questões do romance ainda nos tocam?
  • versão para tv | leviatã e as lógicas da força e da punição, com yara frateschi

    ao pensar sobre a política, o individuo e o estado, thomas hobbes em seu livro leviatã, apresentou uma importante reflexão sobre o ser humano e sua real natureza. a filósofa yara frateschi busca criar paralelos entre a sociedade apresentada por hobbes e a que vivemos hoje. o indivíduo hobbesiano é aquele que age sempre em benefício próprio, por isso o papel do estado é controlador e opressor, para que não seja uma guerra permanente de todos contra todos. mas afinal, o que temos em comum com esse indivíduo? e qual o papel do estado no mundo contemporâneo? precisamos do poder soberano, como leviatã, em nossa sociedade plural? como hobbes pode nos ajudar a pensar sobre a convivência em nossa diversidade humana e questões atuais como diferenças partidárias, maioridade penal e o ódio presente nas redes sociais?
  • versão para tv | dom quixote e a crise dos sonhos, com janice theodoro

    o presente é um reflexo do passado? como podemos entender melhor nosso mundo de hoje com a ajuda dos clássicos? esta série do café filosófico revisitou grandes obras literárias do século xvi ao xx para mostrar que elas têm muito a nos dizer sobre aspectos marcantes de nossa cultura. os clássicos nos ajudam a refletir sobre ética, valores, mudanças do papel da mulher na sociedade, o mundo da política, nossas descrenças e nossas atuações no mundo contemporâneo.
  • versão para tv | hamlet de shakespeare e o mundo como palco, com leandro karnal

    shakespeare é do séc. xvi, mas seus textos literários são constantemente retratadas pelo teatro, literatura, cinema e televisão, sendo que hamlet figura entre as peças mais realizados do mundo. mas o que hamlet tem a nos dizer sobre o nosso mundo hoje? sob a luz do príncipe hamlet, o historiador leandro karnal nos leva a refletir sobre como estamos lidando hoje com a vaidade, o poder, o amor, nossas relações … afinal, o que estamos buscando ser?
  • versão para tv | o príncipe e a mandrágora de maquiavel e a capacidade de enganar-se, com josé alves de freitas neto

    em que a obra de um pensador do século xvi pode contribuir para os nossos dias? nicolau maquiavel desenvolveu uma das mais importantes obras da teoria política. em “o príncipe” ele propõe um governo soberano e elabora e uma série de regras ao bom governante, nem todas podem parecer ser politicamente corretas, mas merecem ter um olhar mais atento. em sua peça teatral “a mandrágora” ele faz uma sátira às regras morais da época, onde trata da arte de envolver, manipular e conquistar um objetivo. ao analisar estas duas obras com o historiador josé alves de freitas neto, vemos que tantas são as estratégias maquiavélicas presentes em nosso cotidiano, seja na esfera política como na vida privada. ética, fins e meios, jogo de aparências, enganos, arte da sedução, conquista da glória…
  • íntegra | macunaíma de mário de andrade e o enigma do herói às avessas, com josé miguel wisnik

    Vista superficialmente ora de modo positivo, ora negativo, a figura de Macunaíma é de uma ambivalência profunda e agônica no pensamento e no sentimento de Mário de Andrade. O herói sem nenhum caráter (termo complexo que tem aqui mais de um sentido) está ligado às agruras de um país que, se se moderniza, deixa de ser Brasil, e que, se continua a ser Brasil, não se moderniza. Para além disso, o dilema se coloca no quadro mais geral de uma reflexão fabulosa sobre o mal estar na civilização.
  • íntegra | a legião estrangeira de clarice lispector e o efeito do estranhamento, com noemi jaffe

    a proposta do ciclo é abordar obras filosóficas e literárias marcantes da cultura ocidental e estabelecer vínculos com temáticas do cotidiano. definir uma obra como “clássica” é um exercício ambíguo, pois ao mesmo tempo em que a referência a obras canônicas é elucidativa e produz um reconhecimento quase que imediato da envergadura dos autores e títulos, há a questão que a precede: por que elas tornaram-se referentes do modo de pensar, de explicar e de problematizar seu tempo e ultrapassaram as barreiras cronológicas e dos lugares em que emergiram? a resposta não é simples e nem é o que se propõe a discutir neste ciclo do café filosófico cpfl.
  • íntegra | madame bovary de flaubert e as tiranias da intimidade, com margareth rago

    madame bovary, polêmico romance de gustave flaubert, publicado em 1857, problematiza o incômodo da mulher burguesa em relação ao confinamento na esfera da vida privada e ao ideal de abnegação e total dedicação à vida familiar. desconfortável nessa situação que considera monótona, entediante, emma bovary busca saídas na leitura e na experiência do adultério, transgredindo a moral sexual de sua época e desafiando a ideologia da domesticidade, que se impõe, na europa, desde o início do século xix, legitimada pelo discurso científico da medicina e pela religião. gravada em 10 de abril de 2015.
  • íntegra | leviatã de hobbes e as lógicas da força e da punição, com yara frateschi

    a descrição da guerra total, do enfrentamento entre sujeitos e a adesão a um modelo de governo que tem em suas mãos a espada e o báculo, o poder militar e o religioso, para assegurar o direito à vida é um aspecto que nutre soluções imediatas e de apelo ao rigor da punição nos tempos atuais. o modelo da relação entre indivíduo e estado é marcado pela ausência da sociedade como corpo constitutivo e, ao mesmo tempo, problemático e de difícil harmonização. a questão a ser enfrentada é: por mais que se critique a lógica da força do estado não existe um sentimento latente para que ele puna e castigue o outro e seus comportamentos diferentes? yara frateschi é professora de ética e filosofia política na universidade estadual de campinas desde 2004. é autora de a física da política: hobbes contra aristóteles, bem como de artigos e capítulos de livros sobre aristóteles, thomas hobbes, john locke e hannah arendt.

sobre o cpfl play

aqui você encontrará toda a coleção de vídeos produzida em encontros do instituto cpfl desde 2003. são milhares de horas com os maiores pensadores brasileiros, artistas, convidados internacionais. todo o acesso é gratuito, e o acervo está organizado por temas, coleções, séries, palestrantes, para que você possa navegar pelo conhecimento contemporâneo da melhor maneira possível. bom proveito!