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Amor Cortês: Tristão e Isolda, Romeu e Julieta | Raul Gouveia Fernandes

Segundo Raul Gouveia, é com a poesia dos trovadores, no século XII, que nasce uma nova concepção do amor – o amor cortês – um refinamento dos costumes que se desenvolveu nas cortes dos reis e dos grandes senhores da Europa na época, onde a mulher era considerada fonte inspiradora dos bons costumes. De acordo com as palavras do professor, Ovídio em A Arte de Amar entende o amor sobretudo como desejo de posse física. Já para Platão, o amor é uma força que deve nos orientar pra contemplação do belo em si. O próprio mito Tristão e Isolda faz uma alusão de como o amor e a morte podem estar relacionados.

Raul Gouveia Fernandes: mestre e doutor em literatura portuguesa pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, é autor de Reflexões sobre o Estudo da Idade Média e de Amor e Cortesia na Literatura Medieval.